VAMOS DIVULGAR

Mais uma ferramenta para a divulgação de nosso trabalho, professores, pedagogos, psicológos, pais, alunos e todos que acreditam que a educação é a base para a transformação, vamos visitar e fazer sugestões, críticas para continuarmos nessa trajetória e fazer com que os nossos jovens tenham um futuro melhor, que tomem consciência que são capazes de se transformarem em atores principais neste palco que é a vida.







terça-feira, 3 de novembro de 2015

Figuras de linguagem.


O QUE SÃO FIGURAS DE LINGUAGEM:

As figuras de linguagem são recursos usados na fala ou na escrita para tornar mais expressiva a mensagem transmitida. É muito importante saber identificar as diversas figuras de linguagem, porque desta forma é possível compreender melhor diferentes textos. Compreender e saber usar figuras de estilo nos capacita a usar de forma mais eficaz a linguagem como fenômeno social e nos ajuda a vislumbrar o simbolismo de algumas conversas e obras escritas.
Algumas mais usadas podem ser divididas em:
Figuras de Palavras
Catacrese: emprego de uma palavra no sentido figurado por não haver um termo próprio. Ex.: a perna dos óculos.

Metáfora: estabelece uma relação de semelhança ao usar um termo com significado diferente do habitual. Ex.: A menina é uma flor.

Comparação: parecida com a metáfora, a comparação é uma figura de linguagem usada para qualificar 1 característica parecida entre dois ou mais elementos. No entanto, no caso da comparação, existe uma palavra de conexão (como, parecia, tal, qual, assim, etc). Ex: "O olhar dela é como a lua, brilha maravilhosamente.".

Metonímia: substituição lógica de uma palavra por outra semelhante.
Ex.: Beber um copo de vinho.

Onomatopeia: imitação de um som. Ex.: trrrimmmmm (telefone)

Perífrase: uso de uma palavra ou expressão para designar algo ou alguém. Ex.:Cidade Luz (Paris)

Sinestesia: mistura de diferentes impressões sensoriais. Ex.: o doce som da flauta
Figuras de Pensamento
Antítese: palavras de sentidos opostos. Ex.: bom/mau

Paradoxo: referente a duas idéias contraditórias em uma só frase ou pensamento. Ex: "Ainda me lembro daquele silêncio ensurdecedor."

Eufemismo: intenção de suavizar um fato ou atitude. Ex.: Foi para o céu (morreu)

Hipérbole: exagero intencional. Ex.: morto de sono

Ironia: afirmação contrária daquilo que se pensa. Ex.: É um santo! (para alguém com mau comportamento)

Prosopopeia ou Personificação: atribuição de predicativos próprios de seres animados a seres inanimados. Ex.: O sol está tímido.
Figuras de Construção

Aliteração: repetição de um determinado som nos versos ou frases.
Ex: o rato roeu a roupa...

Anacoluto: alteração da construção normal da frase. Ex.: O homem, não sei o que pretendia.

Anáfora: repetição intencional de uma palavra ou expressão para reforçar o sentido. Ex.: “Noite-montanha. Noite vazia. Noite indecisa. Confusa noite.Noite à procura, mesmo sem alvo.” (Carlos Drummond de Andrade)

Elipse: omissão de um termo que pode ser identificado facilmente. Ex.: no trânsito, carros e mais carros. (há)

Pleonasmo: repetição de um termo, redundância. Ex.: subir para cima

Polissíndeto: repetição da conjunção entre os termos da oração. Ex.: “nem o céu, nem o mar, nem o brilho das estrelas”
Zeugma: omissão de um termo já expresso anteriormente. Ex: Ele gosta de Inglês; eu, (gosto) de Alemão.
Figuras de linguagem exercícios para vestibular
Agora uma lista de exercícios extraídos de provas de vestibulares anteriores sobrefiguras de linguagem. Gabarito no final do post.

1) (FUVEST) A catacrese, figura que se observa na frase “Montou o cavalo no burro bravo”, ocorre em:
a) Os tempos mudaram, no devagar depressa do tempo.
b) Última flor do Lácio, inculta e bela, és a um tempo esplendor e sepultura.
c) Apressadamente, todos embarcaram no trem.
d) Ó mar salgado, quanto do teu sal são lágrimas de Portugal.
e) Amanheceu, a luz tem cheiro.

2) (UFPE) Nos enunciados abaixo, a palavra destacada NÃO tem sentido conotativo em:

a) A comissão técnica está dissolvida. Do goleiro ao ponta-esquerda.
b) Indispensável à boa forma, o exercício físico detona músculos e ossos, se mal praticado.
c) O melhor tenista brasileiro perde o jogo, a cabeça e o prestígio em Roland Garros.
d) Sob a mira da Justiça, os sorteios via 0900 engordam o caixa das principais emissoras.
e) Alta nos juros atropela sonhos da classe média.

3) (Fei) Assinalar a alternativa correta, com relação as figuras de linguagem, presentes nos fragmentos a seguir:
I. “Não te esqueças daquele amor ardente que já nos olhos meus tão puro viste.”
II. “A moral legisla para o homem; o direito, para o cidadão.”
III. “A maioria concordava nos pontos essenciais; nos pormenores porém, discordavam.”
IV. “Isaac a vinte passos, divisando a vulto de um, pára, ergue a mão em viseira, firma os olhos.”


a) anacoluto, hipérbato, hipálage, pleonasmo
b) hipérbato, zeugma, silepse, assíndeto
c) anáfora, polissíndeto, elipse, hipérbato
d) pleonasmo, anacoluto, catacrese, eufemismo
e) hipálage, silepse, polissíndeto, zeugma

4) No verso “Permitiu parecesse a chama fria.”, encontramos algumas figuras de linguagem. Uma delas é:
a) o eufemismo.
b) o anacoluto.
c) o pleonasmo.
d) a elipse.
e) a anáfora.

5) Identifique as figuras de linguagem marcando:
(1) Metáfora
(2) Metonímia
(3) Catacrese
(4) Comparação
(5) Prosopopéia

a. ( ) Gosto de ouvir Titãs.
b. ( )A doçura do teu olhar é minha vida.
c. ( ) O rio engasgou num barraco.
d. ( ) Usarei no tempero um dente de alho.
e. ( ) Você é venenosa como uma cobra.

6) É o emprego de uma palavra, com base na similaridade, para designar algo que não tem vocábulo próprio, estamos falando de:

a) Catacrese
b) Hipérbole
c) Personificação
d) Metonímia
e) Ambiguidade

7) (UFPB) I."À custa de muitos trabalhos, de muitas fadigas, e sobretudo de muita paciência..."

II."... se se queria que estivesse sério, desatava a rir..."

III."... parece que uma mola oculta o impelia..."

IV."... e isto (...) dava em resultado a mais refinada má-criação que se pode imaginar."

Quanto às figuras de linguagem, há neles, respectivamente,

a) gradação, antítese, comparação e hipérbole.

b) hipérbole, paradoxo, metáfora e gradação.

c) hipérbole, antítese, comparação e paradoxo.

d) gradação, antítese, metáfora e hipérbole.

e) gradação, paradoxo, comparação e hipérbole.

8) (Un. Fe. Uberlândia) Cada frase abaixo possui uma figura de linguagem. Assinale aquela que não está classificada corretamente:


a) O céu vai se tornando roxo e a cidade aos poucos agoniza. (prosopopéia)
b) "E ele riu frouxamente um riso sem alegria". (pleonasmo)
c) Peço-lhe mil desculpas pelo que aconteceu. (metáfora)
d) "Toda vida se tece de mil mortes." (antítese)
e) Ele entregou hoje a alma a Deus. (eufemismo).

9) (Aman) - Há uma evidente onomatopéia em:

a) "Os dois bois tafulham as munhecas, com cloques sonoros."
b) "E Soronho ri, com estrépito e satisfação."
c) "... um tremembé atapeado de alvas florinhas de bem-casados e de longos botões fusiformes de lírios."
d) "Vam'bora, lerdeza! Tu é bobo o mole; tu é boi?!..."
e) "De éis, Buscapé, e depois Namorado, acabaram."

10) (Fau - Santos) - Nos versos:
“Bomba atômica que aterra
Pomba atômica da paz
Pomba tonta, bomba atômica...”
A repetição de determinados elementos fônicos é um recurso estilístico denominado:
a) hiperbibasmo
b) sinédoque
c) metonímia
d) aliteração
e) metáfora

11) (Marília) - Na expressão: "Eles têm poder; nós, dinheiro", a figura de construção empregada é:


a) anástrofe
b) elipse
c) zeugma
d) anacoluto
e) hipérbole

12) (Mackenzie) - "Ó mar salgado, quanto do teu sal
são lágrimas de Portugal!"
Há, nesses versos, uma convergência de recursos expressivos, que se realizam por meio de:
I - metonímia;
II - pleonasmo;
III - apóstrofe;
IV - personificação.

Quanto às especificações anteriores, diz-se que:
a) todas estão corretas.
b) nenhuma está correta.
c) apenas I , II e III estão corretas.
d) apenas III e IV estão corretas.
e) apenas I está incorreta.


13) Na expressão: “Faz dois anos que ele entregou a alma a Deus.” a figura de linguagem presente é:

a) pleonasmo
b) comparação
c) eufemismo
d) hipérbole
e) anáfora

14) (VUNESP) Na frase: "O pessoal estão exagerando, me disse ontem um camelô", encontramos a
figura de linguagem chamada:

a) silepse de pessoa
b) elipse
c) anacoluto
d) hipérbole
e) silepse de número

15) (FATEC) "Seus óculos eram imperiosos." Assinale a alternativa em que aparece a mesma figura de linguagem que há na frase acima:

a) "As cidades vinham surgindo na ponte dos nomes."
b) "Nasci na sala do 3° ano."
c) "O bonde passa cheio de pernas."
d) "O meu amor, paralisado, pula."
e) "Não serei o poeta de um mundo caduco."


Gabarito:
1) C 2) B 3) B 4) D 5) a) 2 b) 1 c) 5 d) 3 e) 4 6) A 7) D 8) C 9) A 10) D
11) C 12) A 13) C 14) E 15) C

sexta-feira, 23 de outubro de 2015

Professor para além da profissão.


Em seu texto intitulado o desafio reconstrutivo político da aprendizagem, Pedro Demo defende a ideia da aprendizagem reconstrutiva onde o educando é capaz de traçar sua própria história, usa a criatividade é pauta-se nos fundamentos de Piaget com seu construtivismo.

“Entendemos por aprendizagem reconstrutiva aquela marcada pela relação de sujeitos e que tem como fulcro principal o desafio de aprender, mais do que de ensinar, com a presença do professor na condição de orientador “maiêtico”. Tem como contexto central a formação da competência humana, de cunho político, certamente instrumentada tecnicamente, mas efetivada pela ideia central de formar sujeitos capazes de história própria”. (Demo)

Um ensino de qualidade que intenciona a formação de cidadãos capazes de interferir criticamente na realidade para transformá-la deve, também, contemplar o desenvolvimento de capacidades que possibilitem adaptações às complexas condições e alternativas de trabalho que temos hoje e a lidar com a rapidez na produção e circulação de novos conhecimentos e informações que têm sido crescentes.
As inúmeras modificações que ocorreram na sociedade no decorrer do tempo, incluindo os avanços tecnológicos, influenciaram principalmente nas ações dos alunos no contexto escolar, a figura do professor que em sua definição seria aquele que ensina uma arte, uma ciência, uma língua em um estabelecimento de ensino, sofreu transformações também, o mesmo deixou de ser o único detentor de conhecimento e passou a mediar os mesmos.
"Em sua essência, ser professor hoje, não é nem mais difícil nem mais fácil do que era há algumas décadas atrás. É diferente. Diante da velocidade com que a informação se desloca, envelhece e morre, diante de um mundo em constante mudança, seu papel vem mudando, senão na essencial tarefa de educar, pelo menos na tarefa de ensinar, de conduzir a aprendizagem e na sua própria formação que se tornou permanentemente necessária." (Gadotti 2003.)

Ao professor compete além dos ensinamentos dos conteúdos, usar de sua criatividade para tornar seus alunos capazes de refletir criticamente sobre temáticas de discussão nacional e internacional, relacionando-as com problemas vivenciados pelos mesmos, advindos de tais temáticas, fruto da própria atuação do homem no mundo. Mas para que isso aconteça, é preciso recorrer à criatividade.

DINÂMICA PARA TRABALHAR COMUNICAÇÃO VERBAL E NÃO VERBAL, SABER OUVIR E ESTRATÉGIAS PARA MELHORAR A COMUNICAÇÃO INTERPESSOAL.


DESENHO DA GALINHA

OBJETIVO:
1-Treinar e reconhecer a importância de saber ouvir.
2-Perceber a importância da comunicação bilateral.
3-Aprimorar a capacidade de comunicação verbal e não verbal.
4-Buscar estratégias para melhorar a comunicação interpessoal e em consequência os relacionamentos em geral.
PARTICIPANTES: até 15 pessoas
TEMPO: 1h e 30’

MATERIAL: Papel sulfite, lápis, desenho da galinha (como abaixo), texto com as informações para a elaboração do desenho da galinha (como abaixo).



DESCRIÇÃO: O facilitador explica ao grupo que irão fazer uma atividade para exercitar a capacidade de comunicação interpessoal.
DESENVOLVIMENTO:

1-O facilitador entrega para cada participante uma folha de sulfite e um lápis e diz que irão executar um desenho de acordo com as instruções que serão dadas para a execução. Nota: NÃO FALAR QUE O DESENHO É DE UMA GALINHA, SÓ FALAR QUE FARÃO UM DESENHO.
Salientar que devem ser obedecidas algumas regras:
. Não serão permitidas perguntas.
. Cada participante deve fazer o seu desenho e não pode olhar o desenho do colega do lado.
. As instruções não podem ser anotadas. Portanto, devem ser executadas à medida que forem sendo passadas.
. Não desistam, todos devem participar!!!
2-Inicia, então, lendo pausadamente, cada instrução para o desenho, conforme o texto, abaixo. Nota: O facilitador pode ler mais que uma vez a instrução, mas não pode responder perguntas, nem dar explicações.

TEXTO DE INSTRUÇÃO PARA EXECUÇÃO DO DESENHO.
1-Faça uma elipse com cerca de 6cm no diâmetro maior.
2-A partir da parte inferior da elipse, faça duas retas paralelas verticais com cerca de 3cm de comprimento, afastadas 1 cm uma da outra.
3-A partir da parte superior esquerda da elipse faça duas retas paralelas e inclinadas com cerca de 2cm de comprimento cada, afastadas 0,5cm, uma da outra.
4-A partir do centro da elipse, faça 3 retas divergentes abrindo para a direita com cerca de 1,5cm de comprimento cada.
5-Na extremidade esquerda das duas paralelas menores, faça uma elipse com cerca de 2cm de diâmetro no eixo maior e este perpendicular às paralelas.
6-A partir da extremidade direita da elipse maior, faça 3 retas divergentes, abrindo para a direita, com cerca de 1 cm de comprimento cada.
7-Na extremidade inferior de cada uma das paralelas maiores, faça 3 retas divergentes abrindo para a esquerda, com 0,5cm de comprimento cada.
8-Faça um pequeno círculo no centro da elipse menor.
9-Faça um triângulo isósceles, com cerca de 0,5cm de lado, com a base encostada na parte esquerda da elipse menor.

3- Quando todos tiveram terminado, o facilitador pede que mostrem seus desenhos, uns para os outros.
Perguntar:
-E aí o que era para ser desenhado?
- Por que todos receberam a mesma informação e saíram desenhos tão diferentes?
- Conseguiram acompanhar as instruções até o fim? Ou desistiram?
- Quais fatores contribuíram para que não se conseguisse executar a tarefa a contento?
- O que se poderia fazer para amenizar as dificuldades? Levantar com o grupo que foi muito difícil, pois eles não puderam tirar suas dúvidas, perguntar se não entenderam, etc. E até muitos poderiam não conhecer as palavras e termos utilizados.
4- Propor então, uma nova tentativa. Dizer que dessa vez podem perguntar e pedir esclarecimentos quando acharem necessário.
5- Iniciar lendo o texto, novamente, só que agora parando para responder as perguntas e dúvidas, podendo até o facilitador desenhar algumas partes como: uma elipse, ou um triangulo isósceles, por exemplo.
6- Ao final da execução, pedir novamente para que cada um mostre seu desenho ao grupo.

DISCUSSÃO: Terminada essa etapa, pedir para que o grupo se disponha em círculo e perguntar?

1- Como se sentiram durante a atividade?
2- Conseguiram realizar a tarefa na primeira etapa? E na segunda, ficou mais fácil?
3- Que sentimentos tiveram quando não conseguiram realizar a tarefa da primeira vez? Sentiram-se frustrados, desmotivados? Quiseram desistir?
4- Quais foram as diferenças entre a primeira e a segunda etapas? Sentiram-se mais envolvidos, interessados e motivados? Houve vantagem no fato de poder perguntar? E quando foram desenhadas algumas partes, ficou mais fácil?
5-O que é importante levarmos em consideração para termos uma boa comunicação interpessoal?
Levar o grupo a perceber que:
Para termos uma comunicação eficaz temos que levar em conta:
A necessidade de ser claro, objetivo, usar uma linguagem própria para quem está ouvindo, colocar-se disponível para responder perguntas, dúvidas, ouvir e perceber a pessoa com quem está dialogando.
Trocar informações e ideias, não apenas falar e deixar de ouvir o que o outro tem para falar. Estar disposto a usar as várias formas de comunicação para expor sua mensagem, como: gestos, desenhos, exemplos, explicações. Respeitar o outro e suas possíveis deficiências. Ser empático. Reconhecer suas próprias limitações enquanto comunicador e buscar alternativas para minimizá-las.
Saber e reconhecer que as pessoas são diferentes, com cultura, grau de instrução, experiências, etc, diferentes e que podem fazer interpretações diversas sobre a mensagem que se está querendo transmitir.


CONCLUSÃO;
Enfatizar que muitas vezes os relacionamentos tendem a sofrer com brigas, desavenças, discórdias, devido a falhas na maneira como nos comunicamos, não prestarmos atenção, ou não tomamos os devidos cuidados quando comunicamos nossas ideias, pontos de vista, projetos, etc. Precisamos estar em sintonia com nosso interlocutor estar abertos para suas reais necessidades e compreendermos suas dificuldades. Assim, poderemos ter adesão e também sermos compreendidos. A comunicação eficaz se estabelece em duas vias e através do respeito mútuo.


terça-feira, 18 de agosto de 2015

Desafios do docente em uma Universidade Universalizada.


Cada vez mais a docência universitária tem sido considerada uma caixa de segredos, onde as políticas públicas omitiram determinações quanto ao processo do ensinar. A partir da década de 90 e o com a presença do Estado Avaliativo, orientado pela qualidade/excelência, a avaliação da educação torna-se foco de interesse, sendo averiguada por um sistema nacional de medidas, com isso surgiram novos questionamentos tais como: quem seria esse novo docente universitário? Estaria o mesmo preparado para as mudanças do terceiro milênio? Exige-se, cada vez mais, capacitação em cursos de pós-graduação da área de conhecimento. Mas o docente está preparado didaticamente para o exercício acadêmico? Por premissa, considerando o tipo de graduação realizada, encontramos, exercendo a docência universitária, professores com formação didática obtida em cursos de licenciatura; outros, que trazem sua experiência profissional para a sala de aula; e, outros ainda, sem experiência profissional ou didática, oriundos de curso de especialização e/ou stricto sensu. O fator definidor da seleção de professores, até então, era a competência científica.
Ocorreram mudanças significativas também nos universitários, os mesmos cada vez mais distintos com realidade diversificada, o processo de globalização, que se adentrou de forma acentuada pelo panorama nacional, faz com que cada vez mais educando procure o espaço das universidades e os cursos também passaram por processo significativo de transformações, vamos desde os bacharelados interdisciplinares até mesmo aos cursos de curta duração denominados de tecnólogos, sem deixar de mencionar todas as graduações á distância. A concepção de docência universitária está sofrendo alterações. No plano da capacitação da área de conhecimento, os parâmetros são claros. No plano da didática, embora esses parâmetros não sejam claros, da etapa da docência universitária, caracterizada pelo laisse-faire, passa-se à etapa da exigência de desempenho docente de excelência. Tornam-se definidores: um cidadão competente e competitivo; inserido na sociedade e no mercado de trabalho; com maior nível de escolarização e de melhor qualidade; utilizando tecnologias de informação na sua docência; produzindo seu trabalho não mais de forma isolada, mas em redes acadêmicas nacionais e internacionais; dominando o conhecimento contemporâneo e manejando-o para a resolução de problemas.